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CORRUPÇÃO HUMANA E JUSTIÇA EM PASCAL

Luís César Oliva

Autor
Luís César Oliva
Revista
Cadernos Espinosanos
Edição
33
Ano
2015
DOI
10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2015.108806
Páginas
75-93
Idioma
pt-BR
2015Luís César Oliva. CORRUPÇÃO HUMANA E JUSTIÇA EM PASCAL. Cadernos Espinosanos, n. 33, p. 75-93, 2015.2

Para Blaise Pascal, a corrupção decorrente do pecado original colocou o home em uma situação de total incapacidade de apreender a lei natural. Por isso, a lei não poderá ser senão convencional, o que, por outro lado, não implica total arbitrariedade por parte dos governantes. A própria estrutura ontológica do real impõe limites à tirania, o que implica uma noção de justiça válida para além das particularidades de cada povo. Por isso, mesmo no interior de uma obra com fortes preocupações apologéticas, Pascal consegue desenvolver reflexões políticas que instituem um campo autônomo em relação à religião.