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Cosmopolitismo: cidadania além dos Estados

Celso Pinheiro

Autor
Celso Pinheiro
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
19 / 2
Ano
2020
DOI
10.5007/1677-2954.2020v19n2p153
Páginas
153-172
Idioma
pt
2020Celso Pinheiro. Cosmopolitismo: cidadania além dos Estados. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 19, n. 2, p. 153-172, 2020.1

Este artigo procura analisar os princípios que norteiam o surgimento de um novo conceito de cidadania. Fundamentalmente, a história mostra que ser cidadão é pertencer a um Estado. Portanto, o direito a ter direitos estaria conectado diretamente com a ideia de pertencimento. Sendo mantida essa noção de cidadania, refugiados, migrantes e expatriados estariam excluídos da condição de cidadãos e, portanto, não possuiriam direito algum. No entanto, as relações globais contemporâneas e a ampliação do alcance dos Direitos Humanos tornam obrigatórias as atenções aos indivíduos que se encontram além das fronteiras de seu Estado pátrio. Da mesma forma, o surgimento de um novo espaço público, tornado possível pela rede mundial de comunicação, traz à luz o fato da liberdade precisar ser garantida a nível transnacional e cosmopolita. A partir de considerações como estas, pode-se perguntar pelo estatuto dos indivíduos que se encontram nas determinadas situações: não seriam eles os novos cidadãos do mundo? Há de se analisar, portanto, o desenvolvimento da ideia de uma cidadania que possa existir além dos limites das fronteiras, isto é, de uma cidadania global, transnacional e cosmopolita.