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Crise na educação: um diálogo entre Enkvist e Arendt

Fernanda Rizzon de Rizzon de Vargas, Josimara Wikboldt Schwantz

Autor
Fernanda Rizzon de Rizzon de Vargas, Josimara Wikboldt Schwantz
Revista
Filosofia e Educação
Edição
16
Ano
2024
DOI
10.20396/rfe.v16i00.8676644
Idioma
pt
2024Fernanda Rizzon de Rizzon de Vargas, Josimara Wikboldt Schwantz. Crise na educação: um diálogo entre Enkvist e Arendt. Filosofia e Educação, v. 16, 2024.2

Este artigo aborda a temática da crise atual que permeia a educação escolar, sob o olhar das pensadoras Hannah Arendt (2005; 2020; 2021) e Inger Enkvist (2006; 2009; 2010; 2019). As razões que orientam este estudo são de ordem teórica, a necessidade de compreender este fenômeno atual; e prática, o desejo de contribuir para a reflexão sobre a educação formal. O problema central desta pesquisa é identificar quais são as causas da crise na educação intelectual e moral nesta contemporaneidade, a partir dos apontamentos presentes, principalmente, nas obras A Crise na Educação de Arendt e Educação: Guia para Perplexos de Enkvist. Tem-se como hipóteses: 1) a adoção da nova pedagogia ou educação progressista; 2) o igualitarismo; 3) a influência das epistemologias construtivista e pós-moderna na escola. Dessa forma, utilizando-se de uma pesquisa exploratória, de delineamento bibliográfico, os resultados obtidos confirmam as possíveis soluções dessa pesquisa. A corrente pedagógica progressista, ao enfocar na ludicidade e na autonomia do trabalho do estudante, tende a resultar na fragilização do papel do professor, o que tem levado à consequências que variam entre a superficialidade dos conteúdos à desvalorização do esforço e da aprendizagem. Enquanto isso, o igualitarismo, ao minimizar as diferenças de autoridade e conhecimento, compromete a educação moral e intelectual, transformando a escola em um ambiente mais de convivência do que propriamente num espaço de aprendizado. Além disso, a influência das epistemologias construtivista e pós-moderna manifestam uma relativização dos valores morais e dos conteúdos cognitivos, afetando, sobremaneira, nos aspectos hegemônicos da cultura escolar.