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Cristianismo e a Renúncia de si no Último Foucault

Rafael Siqueira Monteiro

Autor
Rafael Siqueira Monteiro
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
8 / 3
Ano
2021
DOI
10.26512/rfmc.v8i3.31766
Páginas
265-284
Idioma
pt
2021Rafael Siqueira Monteiro. Cristianismo e a Renúncia de si no Último Foucault. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 8, n. 3, p. 265-284, 2021.1

O presente artigo analisou como o cristianismo produziu uma subjetividade por meio da qual o sujeito renunciou a si mesmo. Defendemos a hipótese de que esse modo de subjetivação cristã somente foi possível graças a duas características presentes na relação sujeito e verdade no cristianismo primitivo: a obrigatoriedade de confessar uma verdade de si e a imperfeição que caracteriza a natureza humana na antropologia cristã. Em outras palavras, a confissão da verdade de si tornou-se uma espécie de cura para os pecados oriundos da natureza imperfeita dos homens. Nesse duplo movimento que se iniciava por uma hermenêutica de si e findava na verbalização da verdade encontrada em seu próprio interior, o sujeito se enredou em uma malha de poder constituída por verdades confessadas que o levaram a renunciar a si mesmo. Â