CRISTO ESCHOPENHAUER: DO “AMAR O PRÓXIMO COMO A TI MESMO” ÀCOMPAIXÃO COMOFUNDAMENTO DA MORALMODERNA
JÉSSICA LUIZA S. PONTES ZARANZA, WELLINGTON ZARANZA ARRUDA
- Autor
- JÉSSICA LUIZA S. PONTES ZARANZA, WELLINGTON ZARANZA ARRUDA
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2015
- Idioma
- pt-BR
Resumo: cada um é para si mesmo seu próprio mundo e dá continuidade a esta guerra de todos contra todos que caracteriza a vida social. Para Schopenhauer, a única forma de elaborarmos o nosso egoísmo é a alteridade da compaixão, que é de fato o fundamento da moral segundo este autor. Quando somos compassivos, nos enxergamos no outro e nos sensibilizamos com o sofrimento do outro. Ao cabo do processo de ver-se no outro, negamos que somos múltiplos e atingimos a ideia de que somos um só, negando a dinamicidade da pluralidade que é gerada pela vontade devida. A aproximação deste pensamento com a ética cristã não é mera coincidência. A opção apresentada por Schopenhauer e que segundo ele fora seguida pelos santos e por Buda é a negação dessa vontade, concordando, assim, com a ética cristã. Em algumas passagens de sua obra, Schopenhauer faz referência à correspondência que existiria entre a sua filosofia e o cristianismo. Ele afirma, por exemplo, que sua filosofia contém os resultados morais do cristianismo. O presente artigo tem como objetivo tornar nítida essa semelhança entre a moral do amor schopenhaueriana e a ética cristã.
