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Crítica ao otimismo da vontade de transformação no contexto da pandemia: dois desafios teóricos

Jorge Luiz Viesenteiner

Autor
Jorge Luiz Viesenteiner
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378644194
Páginas
e22
Idioma
pt
2020Jorge Luiz Viesenteiner. Crítica ao otimismo da vontade de transformação no contexto da pandemia: dois desafios teóricos. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, p. e22, 2020.3

O objetivo do artigo é questionar o otimismo em relação aos anseios por transformação para algo melhor no contexto pós-pandemia. Por um lado, se é natural que desejemos alguma transformação depois da vivência do flagelo da pandemia – respostas ao sentido do sofrimento como mais um desdobramento dos ideais ascéticos, como escreveu Nietzsche –, por outro lado, o anseio por transformação encontra um limite tanto no sentido do desafio da transformação – um obstáculo para ela mesma –, quanto pelo otimismo nas teses esclarecidas que superestimam os indivíduos e seus potenciais cognitivos e subestimam o potencial dos conflitos internos. Finalizo com uma breve indicação da urgência de um programa genealógico da cultura brasileira.