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DA CONSOLAÇÃO INFINITA AO TERRITÓRIO DA PESQUISA RACIONAL

José Edelberto Araújo de Oliveira

Autor
José Edelberto Araújo de Oliveira
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 50
Ano
2024
DOI
10.13102/ideac.v1i50.11464
Páginas
424-433
Idioma
pt
2024José Edelberto Araújo de Oliveira. DA CONSOLAÇÃO INFINITA AO TERRITÓRIO DA PESQUISA RACIONAL. Revista Ideação, v. 1, n. 50, p. 424-433, 2024.1

O presente artigo examina estabelecer uma constância de marcos que caracterizam a religiosidade desmistificadora patentes na obra de Murilo Mendes como devedora do pensamento de Espinosa. Semelhante condição emerge do exame dos referenciais teóricos de Carl Gerbhardt que expõem a natureza do espinosismo. Os argumentos que terminam a série sobre a proximidade de Murilo Mendes e Espinosa voltam-se para o contexto da verdade religiosa e da verdade ciência. Gebhardt sustenta que Espinosa compreendeu que a grande demanda do contexto do século 17 era conjugar o conhecimento particular da ciência com a propagação de profunda intuição da lei divina do mundo; endossando o entendimento da natureza como abarcando forças desagregadoras, Murilo Mendes acolhe um componente religioso que, seguramente, não é a do cristianismo católico. Finalmente, quando dialoga com Albert Camus ou no tempo em que reconhece a dificuldade de organizar a verdade, percebe-se o distanciamento muriliano das grandezas que denotam aparência, ilusão ou inexistência para aquelas coisas instaladas além do âmbito do mundo físico.