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Da descrição à gramática da "percepção" no período intermediário de Wittgenstein

Paulo Henrique Silva Costa

Autor
Paulo Henrique Silva Costa
Revista
Sofia
Edição
7 / 1
Ano
2018
DOI
10.47456/sofia.v7i1.18891
Páginas
207-227
Idioma
pt
2018Paulo Henrique Silva Costa. Da descrição à gramática da "percepção" no período intermediário de Wittgenstein. Sofia, v. 7, n. 1, p. 207-227, 2018.1

Após retornar a Cambridge, em 1929, Wittgenstein se ocupa da formulação de um simbolismo perspícuo que expressasse, acuradamente, gradações. Dentre essas gradações estão as cores. Wittgenstein empreende-se na formulação de uma linguagem fenomenológica na qual questões relativas ao campo visual e à descrição perspícua de fenômenos seriam centrais. A ideia de descrição, por meio de um simbolismo, é assegurada para que proposições que envolvessem graus tivessem uma análise. Com o abandono do projeto fenomenológico, por volta de 1929/30, Wittgenstein migra da fenomenologia à gramática e se ocupa, a partir das Observações Filosóficas e sobretudo no Big Typescript, da gramática da ‘percepção’. A gramática, diferente do simbolismo de 1929, não se ocupa da descrição de fenômenos, mas de evitar a formulação de absurdos. Nesta mudança de posição se encontra, em especial, o novo tratamento dado pelo filósofo à generalidade e à análise.