De Anima III.7: tradução comentada com enfoque na psicologia moral de Aristóteles.
Fernando Martins Mendonça
- Autor
- Fernando Martins Mendonça
- Revista
- Journal of Ancient Philosophy
- Edição
- 20 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.11606/issn.1981-9471.v20i1p172-201
- Páginas
- 172-201
- Idioma
- pt-BR
Todo o terceiro livro do De Anima de Aristóteles é bastante difícil e repleto de problemas filosóficos e de transmissão textual, e dessas dificuldades o capítulo 7 não está isento. Além disso, o Capítulo 7 apresenta sérios problemas de coesão que levaram editores e intérpretes a questionar sua unidade, sua importância filosófica e sua autoria. O presente artigo, partindo de uma conjectura acerca da unidade do Capítulo 7, tem por objetivo examinar suas dificuldades filosóficas e textuais seção por seção, oferecendo, em conjunto com a discussão, uma tradução para o português brasileiro com atenção à psicologia moral aristotélica ali apresentada. Argumenta-se que o capítulo deve ser tratado com grande cautela enquanto evidência para interpretações de amplo alcance sobre o modo como Aristóteles concebe a phantasia na formação do desejo, mas que, a despeito de seu caráter fragmentário, encerra realizações filosóficas relevantes e coerentes.
