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De Heisenberg a Hegel: reflexões metafísicas sobre a física quântica

Sinésio Ferraz Bueno

Autor
Sinésio Ferraz Bueno
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
23 / 2
Ano
2023
DOI
10.31977/grirfi.v23i2.3234
Páginas
35-53
Idioma
pt
2023Sinésio Ferraz Bueno. De Heisenberg a Hegel: reflexões metafísicas sobre a física quântica. Griot : Revista de Filosofia, v. 23, n. 2, p. 35-53, 2023.4

A ruptura estabelecida pela física quântica em relação à física clássica conduziu a uma redefinição da objetividade científica, que desde então se baseou no formalismo matemático para o conhecimento das funções de onda. Essa concepção de uma "objetividade fraca" motivou Werner Heisenberg a recorrer ao idealismo de Platão para explicar a constituição interna do mundo material a partir de estruturas geométricas. Entretanto, face a um paradigma idealista incompatível com a ciência moderna, Heisenberg concebeu que a filosofia de Kant seria a referência mais aceitável para interpretar os fenômenos quânticos dentro dos limites empiricistas da pesquisa científica. O presente artigo apresenta o idealismo de absoluto de Hegel como horizonte filosófico para uma possível superação da rigidez dos limites kantianos, visando a uma interpretação metafísica da física quântica.