De ninguém a outrem: dialética e mimese, judaísmo e humanismo a partir de Blanchot e Adorno
João Wilson Sobral Santos
- Autor
- João Wilson Sobral Santos
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 21 / 3
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.31977/grirfi.v21i3.2353
- Páginas
- 15-34
- Idioma
- pt
O presente artigo procura aproximar os pensamentos de Theodor Adorno e Maurice Blanchot em torno do problema do humanismo. O eixo da conversa entre os filósofos é o que podemos continuar chamando com Marx de “questão judaica”. Parte-se da intuição blanchotiana da indestrutibilidade do homem e do papel do judaísmo na revelação de uma relação exorbitante entre os homens em virtude da presença de Outrem, investigando-se em seguida o papel aparentemente contrário do judaísmo na dialética do esclarecimento de Adorno e Horkheimer. Neste percurso, dois pontos se destacam: a crítica à dialética hegeliana, mas também a reabilitação da dialética como antídoto contra a regressão do esclarecimento; e o potencial humanista retido no conceito de mimese, sobretudo na obra adorniana, o qual também possibilita a ressignificação do judaísmo no âmbito da dialética do esclarecimento.
