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DEFINING TOPICS IN ARISTOTLE’S <em>TOPICS</em> VI

Lucas Angioni

Autor
Lucas Angioni
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
19 / 2
Ano
2015
DOI
10.5216/phi.v19i2.31609
Páginas
151-193
Idioma
en
2015Lucas Angioni. DEFINING TOPICS IN ARISTOTLE’S <em>TOPICS</em> VI. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 19, n. 2, p. 151-193, 2015.2

Defendo que Tópicos VI não contém nenhuma teoria séria sobre definições (que pudessem ser usada pelo cientista e pelo metafísico em suas tarefas mais importantes), mas apenas um conjunto de conselhos para a formulação de definições em um contexto dialético, ou seja, definições com o objetivo de captar o que o adversário quer dizer. Tópicos VI está repleto de inconsistências que podem ser bem explicadas por esta abordagem: as inconsistências refletem “opiniões aceitáveis sobre definições”, opiniões que grupos distintos de interlocutores aceitam. Defendo também (como uma maneira de provar o meu ponto) que os “topoi” não são (ou não precisam ser em todos os casos) partes de uma teoria séria proposta por Aristóteles como sua. Os “topoi” (isto é, os proto-esquemas argumentativos que Aristóteles apresenta como permissões para uma inferência) também deve ser considerados como “endoxa”, ou seja, como opiniões aceitas sobre como é legítimo fazer uma inferência.