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Deglutição e antropofagia em Oswald de Andrade: Perspectivismo, anticolonialidade e o pensamento da diferença

Flávia Cristina Silveira Lemos, Flávio Luiz de Castro Freitas, Diego Frank Marques Cavalcante

Autor
Flávia Cristina Silveira Lemos, Flávio Luiz de Castro Freitas, Diego Frank Marques Cavalcante
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
17 / 48
Ano
2025
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v17i48.23790
Idioma
pt
2025Flávia Cristina Silveira Lemos, Flávio Luiz de Castro Freitas, Diego Frank Marques Cavalcante. Deglutição e antropofagia em Oswald de Andrade: Perspectivismo, anticolonialidade e o pensamento da diferença. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 17, n. 48, 2025.1

Este artigo tem o objetivo de trabalhar o pensamento da diferença a partir da deglutição e da devoração antropofágica com o perspectivismo enquanto resistência anticolonial. A proposta é partir do nomadismo, da caosmose, da transversalidade e da geofilosofia como estratégia de diferenciação do Movimento Modernista, em Oswald de Andrade, sobretudo, em seus Manifestos Pau-Brasil e Antropofágico. A rebeldia e o questionamento por meio dos saberes locais, das insurgências modernistas e da produção da diferença são moduladores analíticos neste texto com vistas a trabalhar a interrogação anticolonial dos modos de vida colados em identidades, em essências, comunitarismos e sectarismos. O trabalho do pensar como diferenciação é uma força-fluxo de deglutição crítica nas linguagens para colocar em xeque o governo da língua e dos corpos para fazer ressonâncias e passagens éticas, estéticas e políticas. As artes no Movimento Modernista, especialmente, sob as lentes de Deleuze e Guattari podem fazer pulsar elaborações de subjetivações em insurreição.