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Deleuze, a filosofia como experimentação

Christian Fernando Ribeiro Guimarães Vinci

Autor
Christian Fernando Ribeiro Guimarães Vinci
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
24 / 1
Ano
2024
DOI
10.31977/grirfi.v24i1.3609
Páginas
96-105
Idioma
pt
2024Christian Fernando Ribeiro Guimarães Vinci. Deleuze, a filosofia como experimentação. Griot : Revista de Filosofia, v. 24, n. 1, p. 96-105, 2024.3

Retomando o famoso prólogo ao livro Diferença e Repetição, no qual Gilles Deleuze pontua se aproximar o tempo no qual não seria possível escrever um livro de filosofia como outrora, procuraremos pensar a evocação deleuziana da necessidade de adotarmos um novo tom e novas regras para o exercício filosófico. Acreditamos que retomar esse apelo do filósofo nos lançaria no coração da concepção deleuziana e deleuzo-guattariana da filosofia como um exercício de experimentação. A fim de perseguir quais tons e regras estariam no horizonte do filósofo francês, buscaremos nos aprofundar nas analogias experimentadas por Deleuze em seu prólogo, ao sugerir que um tratado filosófico deveria soar tanto como uma espécie de romance policial quanto como uma ficção científica. Esse excurso, defendemos, não apenas nos auxiliaria na compreensão deleuziana e deleuzo-guattariana da filosofia como experimentação, como também possibilitaria rascunhar algumas pistas sobre o papel da história da filosofia no coração dessa concepção outra apresentada por Deleuze.