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Delírio e artifício na filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari

Alexandre Ceravolo Abrahão

Autor
Alexandre Ceravolo Abrahão
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
11 / 3
Ano
2025
DOI
10.48075/rd.v11i3.36093
Páginas
377-391
Idioma
pt
2025Alexandre Ceravolo Abrahão. Delírio e artifício na filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Revista DIAPHONÍA, v. 11, n. 3, p. 377-391, 2025.4

Neste artigo, pretendo estudar, na produção filosófica de Gilles Deleuze e Felix Guattari, a especificidade dos conceitos de delírio e invenção, especialmente no interior de bibliografias filosóficas que colaboraram com formulações conceituais pertinentes à análise institucional dos anos cinquenta e sessenta. Logo, primeiro vamos analisar o sentido de invenção tanto em Deleuze quanto em Guattari, partindo de um debate sobre a análise institucional e mostrando como a filosofia incide sobre os problemas da organização de grupo e no tratamento das psicoses. Daí poderemos perceber, como desdobramento, que os sentidos filosóficos de delírio e invenção se aproximam e se influenciam, assim como ocorre - homologamente - entre psicose e instituição. Portanto, neste artigo, abordaremos tais termos, em seus vários níveis de descrição e em seu engendramento mútuo e relacional.