Democracy and Plural Voting in John Stuart Mill’s Political Thought
Átila Amaral Brilhante, Francisco José Sales Rocha
- Autor
- Átila Amaral Brilhante, Francisco José Sales Rocha
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 12 / 1
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2013v12n1p53
- Páginas
- 53-65
- Idioma
- pt
Este artigo é destinado a mostrar que a defesa do voto plural empreendida por John Stuart Mill não é compatível com as linhas gerais da sua concepção de democracia. Objetivando combater a tirania das massas, Mill propôs que os votos tivessem valores diferenciados de acordo com o padrão educacional dos cidadãos. Ele não percebeu, entretanto, que tal proposta desestimulava a participação da maioria do eleitorado na vida pública e estabelecia uma equivalência entre conhecimento político e expertise em assuntos de governo, o que, em certa medida, enfraquece as suas credenciais democráticas. Mill objetivou criar um equilíbrio de poder que possibilitasse aos eleitores de nível educacional mais elevado ter alguma influência no processo político, o que, segundo ele, não aconteceria se aos votos tivessem o mesmo valor. O sistema plural de votação que ele propôs, entretanto, tendia a dar a impressão de que ele estava desrespeitando o eleitor comum e criando arbitrariamente uma aristocracia eleitoral.
