Voltar para Artigos
Artigos

Demócrito e epicuro na tese doutoral (1841) de Marx

Marcos Roberto Damásio

Autor
Marcos Roberto Damásio
Revista
Kalagatos
Edição
15 / 3
Ano
2021
DOI
10.23845/kgt.v15i3.805
Páginas
81-115
Idioma
pt
2021Marcos Roberto Damásio. Demócrito e epicuro na tese doutoral (1841) de Marx. Kalagatos, v. 15, n. 3, p. 81-115, 2021.2

Este trabalho tem como principal intenção apresentar a leitura de Marx do atomismo antigo, em sua Tese Doutoral, Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e Epicuro, de 1841. Analisaremos as diversas diferenças entre os dois mais influentes pensadores dessa corrente filosófica, tanto na perspectiva de Marx, como na perspectiva das fontes utilizadas por ele. Embora ambos os filósofos estejam inseridos em uma mesma tradição de pensamento, eles sustentam doutrinas diferentes em diversos aspectos, por exemplo, a noção de peso, a declinação da linha reta e a teoria dos meteoros. Nossa exposição segue a mesma elaborada por Marx na redação de sua Tese, ou seja, serão analisadas primeiramente as diferenças gerais, isto é, acerca da natureza de ambas as pesquisas e suas relações com a realidade e o conhecimento, para em seguida analisar, de forma mais detalhada, as diferenças específicas, aquelas que enaltecem a filosofia de Epicuro sobre dois aspectos fundamentais, a saber, que sua teoria dos átomos não é mera repetição da teoria de Demócrito, com uma imensa parte da tradição o acusou, e que a “autoconsciência individual-abstrata” (abstrakt-einzelne Selbstbewußtsein) é seu verdadeiro princípio.