- Autor
- Wilson Alves de Paiva
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 11 / 2
- Ano
- 2008
- DOI
- 10.5216/phi.v11i2.4724
- Páginas
- 305-330
- Idioma
- pt
O presente texto procura ressaltar a importância da obra Leviatã, de Thomas Hobbes. A figura mitológica do grande monstro marinho é evidenciada como uma metáfora para introduzir a idéia de um poder estranho ao domínio teológico, que poderia ser explorado para o benefício ou malefício do homem. Bem utilizada por Hobbes em suas reflexões sobre a criação do Estado, a metáfora aterroriza a Igreja e abre caminhos para outras figuras inquietas da história do pensamento ocidental, cujas idéias foram tidas como heréticas e demoníacas. À parte a repercussão que teve o Leviatã, no fundo não é uma obra de cunho totalitário, mas faz coro aos escritos de outros “demônios” que ajudaram a configurar o mundo moderno, dentro de uma perspectiva liberal. Assim sendo, a obra serve de referência para repensarmos a realidade atual, sobretudo a brasileira, quando os desmandos da política colocam em risco de vida nosso Leviatã.
