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Denunciar ídolos: uma tarefa filosófica

Vilmar Debona

Autor
Vilmar Debona
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
18 / 1
Ano
2019
DOI
10.5007/1677-2954.2019v18n1p85
Páginas
85-108
Idioma
pt
2019Vilmar Debona. Denunciar ídolos: uma tarefa filosófica. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 18, n. 1, p. 85-108, 2019.1

A questão norteadora consiste em indicar relações entre o tema da ausência ou da supressão de individualidades e o surgimento de ídolos. Dentre inúmeros casos que a história da filosofia ostenta, aqui são indicadas razões para assumirmos que Arthur Schopenhauer e Max Horkheimer ensejam dois exemplos de denúncias filosóficas de idolatrias e fanatismos. As simetrias no modo com que os pensadores tratam da questão são possibilitadas não apenas pela leitura cirúrgica e original que o pai da Teoria Crítica faz de Schopenhauer, mas também, e principalmente, pela asserção horkheimeriana de que “a doutrina de Schopenhauer tem significado no presente pelo fato de denunciar os ídolos de maneira implacável”. Deste, a crítica à ausência de individualidade, à banalidade e à in-diferença dos “humanos comuns”. Daquele, a preocupação com formas de atomização social que, ao surgirem, necessariamente ameaçam e suprimem tudo o que se possa chamar de próprio e genuíno.