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DERRIDA E A CAPACIDADE SUPERIOR DE FORMALIZAÇÃO DA LITERATURA: UMA INTRODUÇÃO

William de Siqueira Piauí

Autor
William de Siqueira Piauí
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
10 / 24
Ano
2017
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v10i24.7191
Idioma
pt
2017William de Siqueira Piauí. DERRIDA E A CAPACIDADE SUPERIOR DE FORMALIZAÇÃO DA LITERATURA: UMA INTRODUÇÃO. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 10, n. 24, 2017.1

Como Paul Livingston mostrou em seu artigo “Derrida and Formal Logic: Formalizing the Undecidable” é possível traçar alguns paralelos fundamentais entre o que Derrida chama de “indecidível” e a “rica possibilidade de proposições indecidíveis” descoberta por Gödel em 1931. Problematizando parte daqueles paralelos, o que pretendemos em nosso texto é formular os termos com os quais poderíamos fazer um recuo ainda maior daquele proposto por Livingston, ou seja, começar não mais em a “Dupla seção” (1970) de Derrida, mas ir até à Introdução a “A origem da geometria” de Husserl (1962). Gostaríamos, além disso, de apresentar alguns dos possíveis motivos que levaram Derrida para a literatura e não para a Lógica ou a Matemática, isto é, discutir sua opinião quanto à “capacidade superior de formalização da literatura”, especialmente se nos voltamos para sua análise de “Mímica”, poema em prosa de Mallarmé.