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DERRIDA, LEITOR DE KIERKEGAARD: O CASO DE TEMOR E TREMOR

Marcio Gimenes de Paula

Autor
Marcio Gimenes de Paula
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
10 / 24
Ano
2017
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v10i24.7188
Idioma
pt
2017Marcio Gimenes de Paula. DERRIDA, LEITOR DE KIERKEGAARD: O CASO DE TEMOR E TREMOR. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 10, n. 24, 2017.1

A obra Temor e Tremor de Kierkegaard é, talvez, uma das mais conhecidas e mencionadas pela tradição filosófica. O próprio pensador julgava que esse trabalho obteria tal notoriedade no futuro. Uma leitura peculiar a seu respeito é apresentada por Jacques Derrida na sua obra Donner la mort. Ali, de forma instigante, o pensador francês aproxima-se do tema do autor dinamarquês e do elogio da fé como a mais alta das paixões, tal como pensava o pseudonímico autor de Temor e Tremor, Johannes de Silentio. Derrida também tratou de aspectos de fé em seu texto Fé e saber: as duas fontes da “religião” nos limites da razão. Desse modo, o objetivo do nosso artigo consistirá na investigação do modo como o filósofo francês apropriou-se da obra kierkegaardiana e de como a utilizou para sua própria filosofia, notadamente na sua compreensão da linguagem. Contudo, estaremos igualmente interessados na relação, por ele estabelecida, entre o antiquíssimo debate entre fé e razão.