DESCARTES, HEIDEGGER, A COMPREENSÃO DE HOMEM E A QUESTÃO DO TEMPO FUTURO
DANTE CARVALHO TARGA, FABRÍCIO FONSECA MACHADO
- Autor
- DANTE CARVALHO TARGA, FABRÍCIO FONSECA MACHADO
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 37
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i37.3538
- Páginas
- 275-291
- Idioma
- pt
Neste artigo, pretendemos investigar o problema da compreensão de homem e a sua relação com o tempo, sobretudo o futuro, a partir das perspectivas de Descartes e Heidegger. Ao conceber o sujeito como pensante, René Descartes instituiu a metafísica da subjetividade e a primazia da razão para a interpretação do homem. Na sua esteira, surgiu a sociedade cientificista, altamente especializada, que corrompeu a noção de ser. Por essa concepção, o tempo não passa de uma sucessão de eventos, da ordem mensurável do movimento. Sucede, todavia, que a caracterização do tempo como mera sequência de fatos, um após o outro, encobre a possibilidade de significância do agora e afasta o homem do seu ser genuíno. Na visão de Heidegger, é preciso entender o tempo como determinante da estrutura primordial do ser e sopesar precipuamente o porvir para o desvelamento da sua mais correta hermenêutica
