Artigo
Ver fonte original- Autor
- Tiago de Fraga Gomes
- Revista
- Sofia
- Edição
- 7 / 2
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.47456/sofia.v7i2.18754
- Páginas
- 275-288
- Idioma
- pt
2019Tiago de Fraga Gomes. Desconstrução e heterodoxia linguística em Jacques Derrida. Sofia, v. 7, n. 2, p. 275-288, 2019.1
O presente texto, partindo das ideias de Derrida, pretende levantar um questionamento a respeito da repressão filosófica logocêntrica que quer classificar tudo como voz ativa e voz passiva. A différance derridiana, como diferenciação aberta e imprevisível, não se enquadra nos moldes gramatológicos ortodoxos, denotando uma voz intermediária, prenhe de potência, de possibilidades e de uma anarquia improvisadora. Derrida questiona o status do conhecimento pela desconstrução da escritura, interpelando a própria ordem conceitual, porém, não impondo limites à interpretação textual, mas utilizando-se de conceitos indecidíveis, com o intuito de não colocar uma camisa de força aniquiladora da potência linguística e filosófica.
