Artigo
Ver fonte original- Autor
- André Joffliy Abath
- Revista
- Sofia
- Edição
- 7 / 1
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.47456/sofia.v7i1.20301
- Páginas
- 4-16
- Idioma
- pt
2018André Joffliy Abath. Desculpados pela ignorância?. Sofia, v. 7, n. 1, p. 4-16, 2018.1
Em seu “Unsafe Reasoning: A Survey” (2009), Paulo Faria mostra que é uma conseqüência do externismo semântico que os sujeitos imaginados em experimentos mentais—como os imaginados por Burge (1988), que passam por comutação lenta entre a Terra e a Terra-Gêmea—são desculpados por sua ignorância semântica, que pode levá-los a falácias de equivocação. Porém, segundo Faria, frequentemente, em cenários mundanos, nossa ignorância não será desculpável, e seu artigo é, em parte, um chamado para que a discussão da ignorância seja pautada por cenários mundanos, e não por experimentos mentais. Meu propósito, neste artigo, é atender o chamado de Faria e discutir quando, em cenários mundanos, estaremos desculpados ou não em nossa ignorância.
