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Desejo, poder e medo em Alcibíades

Jovelina Maria Ramos de Souza

Autor
Jovelina Maria Ramos de Souza
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 25
Ano
2023
DOI
10.34019/2448-2137.2022.40218
Páginas
29-54
Idioma
pt
2023Jovelina Maria Ramos de Souza. Desejo, poder e medo em Alcibíades. Revista Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 25, p. 29-54, 2023.1

Como pensar o amor individual e seus efeitos sobre a estrutura psíquica, no jogo erótico entre Sócrates e Alcibíades, no Banquete? Minha proposição parte do imbricamento entre a esfera política, representada por Alcibíades e a filosófica, por Sócrates. O contexto político da questão proposta, no cenário do simpósio na casa de Agaton, compreende o desejo de Alcibíades em dominar Sócrates, temendo ser ridicularizado por expressar sua paixão ardorosa ao amado, a ponto de sua narrativa apresentar uma inversão dos papéis predominantes em uma tradicional relação de pederastia, ultrapassando a condição de amado (erómenos), agente passivo, para o de amante (erastés), agente ativo. Palavras-chave: Desejo; Poder; Medo; Alcibíades; Platão.