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Despesa produtiva e despesa improdutiva na obra de Sade

Stéphane Pujol

Autor
Stéphane Pujol
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 26
Ano
2015
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v1i26p159-177
Páginas
159-177
Idioma
pt-BR
2015Stéphane Pujol. Despesa produtiva e despesa improdutiva na obra de Sade. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 26, p. 159-177, 2015.2

A recusa sadiana dos limites somente pode ser pensada em sua relação com a lei. Esta se declina em Sade de duas maneiras muito distintas: a lei da natureza e a lei moral. Aos olhos do Marquês, só a natureza tem força de lei, mas trata-se, de certo modo, de uma lei autônoma, que escapa aos indivíduos, que podem executá-la tanto ativamente quanto passivamente: uma lei sem norma, puramente física ou mecânica e baseada num equilíbrio de forças. A lei moral, ao contrário, existe somente para ser desprezada, pois é da sua negação que o libertino tira boa parte do seu prazer. A partir dessa dupla experiência da lei, gostaríamos de estudar o funcionamento da erótica sadiana e, mais precisamente, as ligações que ela parece estabelecer entre discurso filosófico e discurso econômico.