Desvelamento e ontologia nas considerações de Paul Tillich e suas repercussões teológicas
André Magalhães Coelho
- Autor
- André Magalhães Coelho
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 12 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.18012/arf.v12i3.74127
- Páginas
- p.211-224
- Idioma
- pt
Este artigo se propõe a explorar, através das reflexões de Paul Tillich, o conceito de revelação, com um olhar atento à função cognitiva da razão ontológica. Neste contexto, a revelação se apresenta como uma manifestação do fundamento do ser, um convite ao conhecimento humano para adentrar em suas profundezas. A teologia, por sua essência, não pode se tornar uma ilha autônoma em termos epistemológicos; ao contrário, ela deve se firmar nas características da razão cognitiva que se entrelaçam com a natureza da revelação. Para que isso ocorra, é imperativo que a teologia desenvolva uma descrição robusta da razão cognitiva, levando em conta as condições da existência humana. O objetivo deste texto é investigar as tensões da cognição existencial, que exigem uma compreensão da sua estrutura ontológica. É essa estrutura polar da razão cognitiva que não apenas possibilita o surgimento de conflitos existenciais, mas também instiga a indagação sobre a profundidade da revelação. Para essa análise, recorreremos às obras do filósofo e teólogo alemão, além de outros pensadores que contribuíram significativamente para este tema.
