DEVERES INTERGERACIONAIS: COMO DEFINI-LOS A PARTIR DA FILOSOFIA?
Geraldo Alves TEIXEIRA JÚNIOR, Marijane Vieira LISBOA
- Autor
- Geraldo Alves TEIXEIRA JÚNIOR, Marijane Vieira LISBOA
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 41 / 1
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.1590/s0101-31732018000100003
- Páginas
- 31-60
- Idioma
- pt
Conhecer os deveres que temos em relação às gerações futuras é cada vez mais urgente, diante da degradação individual, social e ambiental que a humanidade enfrenta. O presente artigo pretende mostrar, de início, a complexidade filosófica dessa questão, indicando que, nos enunciados sobre o assunto, há três pressuposições filosoficamente problemáticas: 1) haverá gerações futuras; 2) nossas ações são contingentes; e 3) somos responsáveis por nossos impactos sobre as próximas gerações. Discutimos essas suposições, por meio das questões sobre a eternidade do mundo, a existência da liberdade e o significado de dever, e abordamos, em seguida, as ideias convergentes de Hans Jonas e Ulrich Beck, as quais apontam que a singularidade do poder que a tecnologia conferiu ao ser humano requer agora um novo pensamento ético.
