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Teses

Diferenças e semelhanças entre os conceitos de felicidade em Epicuro e Sêneca

David Araújo Bezerra

Tese
Autor
David Araújo Bezerra
Orientador(a)
Francisco Benjamin de Souza Netto
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2012
2012David Araújo Bezerra. Diferenças e semelhanças entre os conceitos de felicidade em Epicuro e Sêneca. 2012. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): Francisco Benjamin de Souza Netto.2

O escopo do trabalho foi realizar uma comparação entre os conceitos de felicidade de epicuro e sêneca e o estabelecimento das bases para que os autores tenham operado com tal tema. a pesquisa mostrou que as diferenças capitais entre as duas teses se encontram na dor e na amizade: para epicuro, a ausência da primeira e a presença da segunda são indispensaveis para uma vida feliz. para êeneca, nem uma, nem outra contam para a felicidade ideal .e em ambos os casos o que provocou a pergunta pela felicidade foi um incômodo social: no caso grego, a invasão macedônica e a destruição da antiga polis provocando a busca por uma nova e própria identidade. no caso romano, a pressão do imperador e dos grupos da nobreza sobre o filósofo. ou seja, temos uma filosofia que é resposta a uma condição histórica, primariamente, e secundariamente uma continuidade acadêmica. resulta daí que não foram esses os únicos autores que trabalharam a questão no período helenístico, sendo ela um problema endêmico na primeira fase desse tempo histórico. tal situação levou-nos a fugir de um trabalho que fosse apenas exegese dos textos dos filósofos estudados, ela nos levou a entender a filosofia de um ponto de vista não filosófico, mas social, histórico e humano, o que revelou as escolas filosóficas como profundamente integradas ao seu tempo, e assim, produtoras de saber característico, ausente do periodo clássico da filosofia. representado pela abertura das escolas filosóficas às mulheres e escravos, pela massificação da cultura, com aulas ou palestras para até 2.000 ouvintes e a reprodução de obras impressas, a propagação de escolas epicuristas e estóicas pelo oriente médio e a criação de uma novidade: o literato de aspiração universal, representado por sêneca, que provavelmente tenha sido o primeiro filósofo a também se aventurar com propriedade em outro ramo das letras, o teatro.