- Autor
- Ben Davies
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 22 / 3
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2023.e97052
- Páginas
- 1048-1062
- Idioma
- en
John Taurek defende, de forma notória, uma visão impopular na ética: ao decidir quem resgatar, os números não contam. Ao invés disso, devemos dar a todos a mesma chance de sobreviver escolhendo de forma aleatória. De forma surpreendente, tem havido pouco debate entre a literatura rica e detalhada sobre se os números contam em casos de resgate e a questão prática de saber se certos fatos sobre os pacientes são elegíveis para consideração na priorização do mundo real, por exemplo, na triagem de emergência durante uma pandemia. Sugiro que uma posição próxima da de Taurek mapeia os argumentos do mundo real por parte de grupos que representam indivíduos com deficiência. Enquanto Taurek se concentra na equalização das chances de sobrevivência, alguns ativistas e acadêmicos dos direitos das pessoas com deficiência parecem argumentar a favor da equalização das chances de seleção. Construo um argumento a favor desta posição apelando à ideia de “respeito opaco”. Considero, então, as implicações desta abordagem para princípios mais amplos de ação afirmativa nos cuidados de saúde.
