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Dizer a verdade e confissão em Foucault

Maria Veralúcia Pessôa Porto

Autor
Maria Veralúcia Pessôa Porto
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
8 / 2
Ano
2015
Páginas
43-55
Idioma
pt
2015Maria Veralúcia Pessôa Porto. Dizer a verdade e confissão em Foucault. Trilhas Filosóficas, v. 8, n. 2, p. 43-55, 2015.2

Em Foucault um debate sobre o dizer a verdade e a confissão só é possí­vel com o exercí­cio da parresia como prática da liberdade, a esse exercí­cio são necessárias três condições básicas, a saber: crer naquilo que é dito, considerar o risco por falar a verdade e a coerência entre o que é dito e sua relação com a vida. Por esse motivo, esta investigação terá como objeto uma situação histórica. Será considerado um importante filósofo do século XVIII que vivenciou acontecimentos que vão evidenciar o custo da confissão e do dizer a verdade. O filósofo é Jean-Jacques Rousseau, indiví­duo que sofreu, em seu tempo, a punição por ter falado. Entre a transparência em Rousseau (aquele que confessa) e a opacidade de seus oponentes (aqueles que se escondem, silenciam e sufocam) tem-se a confissão ligada a um ato de poder e a verdade se apresenta enquanto possibilidade na tessitura da existência. Nossa investigação tem por base o texto da Introduction, escrito por Foucault, para a edição dos Dialogues de 1962. Nele Foucault estabelece uma relação entre os textos autobiográficos de Rousseau, como as Confissões e a própria pessoa do genebrino.