Do admirar-se ao admirar - o problema do """"Nous"""" em Aristóteles.
FRANCISCO JOSÉ DIAS DE MORAES
- Autor
- FRANCISCO JOSÉ DIAS DE MORAES
- Orientador(a)
- GILVAN LUIZ FOGEL
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2006
O presente trabalho se empenha em colocar o problema do pensamento a partir de Aristóteles. O pensamento ou a percepção, que é como nós decidimos traduzir o ??????aristotélico, é certamente um desempenho humano, mas não é a partir de si mesmo que o homem pensa e pode pensar. Não é o homem que dispõe do pensamento como de uma faculdade já disponível; o pensamento é que reivindica o homem para a sua humanidade essencial. O pensamento é, para Aristóteles, o divino no homem. É vivendo segundo o que nele há de divino e sobre-humano que o homem vem a ser aquele que ele está destinado a ser. Pensando, o homem se encarrega do real, daquilo que o solicita, e, ao mesmo tempo, livra-se para a sua própria humanidade, para a sua própria “obra”. O que se pretendeu mostrar, ao longo desta tese, é que pensar significa, antes de mais nada, uma certa disponibilidade por intermédio da qual o homem se confia e se entrega ao real pela força da admiração.
