- Autor
- Leon Farhi Neto
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 15 / 35
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26694/pensando.vol15i35.4452
- Páginas
- 130-138
- Idioma
- fr
O artigo expõe a relação entre abstração e existência humana no pensamento de Vilém Flusser (1920-1991), baseado em alguns de seus textos dos anos 1980-1990. Estabelece-se o percurso que, segundo Flusser, inaugura e conduz a humanidade, por meio de uma abstração cada vez maior, da experiência pré-humana do mundo concreto quadridimensional até a experiência – talvez derradeira para a humanidade – dos intervalos entres os pontos zerodimensionais; pontos que compõem, reunidos pelo cálculo, as imagens técnicas digitais. Três grandes sistemas simbólicos se superpõem ao longo deste percurso: o sistema cartográfico, o sistema da escrita e o sistema da nova fotografia. A cada mudança sistêmica varia a experiência humana da temporalidade. O artigo insiste no aspecto revolucionário destas mudanças culturais, e culmina com questões sobre a possibilidade ou impossibilidade de um novo tipo de abstração que poderia conduzir a humanidade para além do tédio que ela experimenta em sua existência em meio aos intervalos entres os pontos, isto é, em meio ao nada.
