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Do singular ao singular: finitude, trans-historicidade e compreensão em Sartre

Marcelo Prates

Autor
Marcelo Prates
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 3
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i3.2192
Páginas
268-282
Idioma
pt
2021Marcelo Prates. Do singular ao singular: finitude, trans-historicidade e compreensão em Sartre. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 3, p. 268-282, 2021.2

Este artigo tem por objetivo analisar na filosofia de Sartre a relação entre as subjetividades a partir da noção de compreensão. Diferenciando conhecimento de compreensão, Sartre propõe que pela compreensão seja possível apreender a subjetividade sem torná-la um saber objetivo. Embora aponte isso em vários de seus estudos é na conferência sobre Kierkegaard que tal tese se torna mais manifesta. Neste artigo procuramos demonstrar que essa tese modifica toda uma percepção sobre a liberdade, de modo que ela enquanto singularidade possui uma dimensão trans-histórica, ao mesmo passo em que só pode ser tomada, em sua finitude própria, pela compreensão. Tal tese não contraria as da ontologia, mas, justamente, legitima nela o Ser como finitude. Por fim, a liberdade não é denotada como um saber objetivo, mas como um convite à compreensão de nós mesmos.