- Autor
- Jordi Massó Castilla
- Revista
- Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
- Edição
- 19 / 32
- Ano
- 2015
- Páginas
- 253-272
- Idioma
- pt
O conceito de multidão teve um sucesso inquestionável no pensamento político atual. Com ele foi possível nomear o sujeito de certos movimentos sociais críticos opostos ao neoliberalismo capitalista dominante que, até então, carecia de outra designação que não fosse a de "massa". Contudo, precisão desses autores na caracterização desse fenômeno não impediu que fosse submetido a um severo teste sobre o seu potencial crítico e emancipador, nomeadamente a partir das fileiras da filosofia francesa. O presente trabalho retoma os principais argumentos expostos como resposta à multidão de Negri/Hardt e analisa as propostas que se oferecem como alternativa. Quase todas partilham o objetivo de recolocar a questão da política a partir de um pensamento do "comum", não necessariamente ontológico, que ofereça resposta a três questões da filosofia plenamente vigentes: quem é o sujeito político? como pode ser representado? e em que consiste e como pode produzir-se o acontecimento revolucionário?
