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É POSSÍVEL UMA REFORMULAÇÃO DO IMORALISMO COGNITIVO DE KIERAN?

Gustavo Luiz Pozza

Autor
Gustavo Luiz Pozza
Revista
Sapere Aude
Edição
10 / 20
Ano
2019
DOI
10.5752/P.2177-6342.2019v10n20p750-764
Páginas
750-764
Idioma
pt
2019Gustavo Luiz Pozza. É POSSÍVEL UMA REFORMULAÇÃO DO IMORALISMO COGNITIVO DE KIERAN?. Sapere Aude, v. 10, n. 20, p. 750-764, 2019.1

Dada a tendência de que se avalie moralmente a experiência estética, a filosofia contemporânea tem desenvolvido linhas de avaliação ético-estéticas que propõem soluções divergentes para o equilíbrio desses valores. Matthew Kieran propõe uma corrente que defende o imoralismo como uma associação entre falhas morais e méritos estéticos, bem como um imoralismo cognitivo, no qual o espectador, pela vivência da imoralidade no universo ficcional da obra, pode questionar seus valores morais. Entretanto, a proposta de Kieran não nega o eticismo, passo necessário para que se suprima um relativismo moral derivado da moralização, e acaba por retornar ao problema da bifuração forma-conteúdo do esteticismo. Diante desses problemas resultantes dessa formulação do imoralismo, propõe-se uma nova formulação do imoralismo cognitivo que negue o moralismo sem resultar na proposta amoral do esteticismo e que, ainda afirme o cognitivismo.