Edmund Husserl e a Fenomenologia da Justiça: A Dimensão Fenomenológica da Atividade Judicativa.
GETULIO NASCIMENTO BRAGA JUNIOR
- Autor
- GETULIO NASCIMENTO BRAGA JUNIOR
- Orientador(a)
- AQUILES CORTES GUIMARAES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2012
A Justiça é um tema recorrente, senão urgente em um ambiente de crise expressa ou velada, espiritual ou material, do mundo atual. Na visão de Husserl, a crise das relações humanas é também uma crise da Filosofia, a seguir das ciências, da cultura, dos valores e, por fim, do próprio homem. Em um traçado a partir da modernidade, a sequência de crises é apresentada em um desejo de expor o tratamento fenomenológico como nova postura diante da frágil realidade espiritual do homem, emancipando-o diante da atitude natural ensinada por alguns pensadores modernos a constituir uma fenomenologia da justiça. Husserl propõe um retorno radical ao mundo da vida, que se traduz num retorno às coisas mesmas, a um viver originário. O nascimento da fenomenologia indica, na proposta de Husserl, a necessidade de salvar o que há de humano no homem, o que pretende realizar através da fundação da Filosofia como ciência rigorosa, livrando-a da submissão aos relativismos das ciências empíricas, e também fornecendo o conceito de intencionalidade à consciência e tornando-a doadora de sentidos, uma vez que tal consciência será sempre consciência de algo, voltada para um objeto que integra o mundo da vida. A re-humanização do homem e, consequentemente, a reconsideração da ideia de Justiça partiriam desse redirecionamento do horizonte histórico do homem no uso da ciência, da razão, enfim, de todas as suas faculdades em direção a uma construção integrada com sua realidade no seio de seus projetos existenciais.
