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EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA E LAICISMO: ALGUMAS APROXIMAÇÕES ENTRE CONDORCET E HOLBACH

Marcelo de Sant'Anna Alves Primo

Autor
Marcelo de Sant'Anna Alves Primo
Revista
Sapere Aude
Edição
9 / 17
Ano
2018
DOI
10.5752/P.2177-6342.2018v9n17p187-197
Páginas
187-197
Idioma
pt
2018Marcelo de Sant'Anna Alves Primo. EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA E LAICISMO: ALGUMAS APROXIMAÇÕES ENTRE CONDORCET E HOLBACH. Sapere Aude, v. 9, n. 17, p. 187-197, 2018.1

Na“Primeira memória: natureza e objeto da instrução pública” das Cinco memórias sobre a instrução pública,  Condorcet considera a educação em sua totalidade, afirma que ela está para muito além de uma instrução positiva, pois abrange todas as opiniões sejam de cunho político, moral e religioso. A liberdade de proferir determinadas opiniões acerca desses assuntos seria uma quimera à medida que a sociedade fosse o parâmetro do que as gerações seguintes devessem acreditar. Aqueles que ingressam em um meio social trazem consigo as opiniões que lhes foram fornecidas pela educação e não são mais livres, transformando-se meros reprodutores de seus mestres. Em seu escrito A Moral Universal, o barão de Holbach alinhar-se-á às teses de Condorcet sobre qual lugar deve ter o ensino religioso na educação pública. Defendendo que sob a tutela de autoridades políticas tirânicas, a educação só poderá ensinar aos guardiões das leis que estas sejam entregues aos caprichos da tirania, aos favores e às violências do poder, denuncia o oportunismo dos ministros da religião em ensinar a moral e imprimir os seus preceitos aos mais jovens. No que concerne à Filosofia e ao seu ensino o diagnóstico do Barão não é nada consolador: em contextos educacionais anti-democráticos e de desnaturalização pedagógica do homem, deliberadamente a Filosofia é proscrita, excluída da educação pública, ficando isolada, enlanguescendo-se à medida que é desprezada.