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Educar com o cinema, pensar com Deleuze: uma pedagogia do inacabado

Rubens Antonio Gurgel Vieira, João Pedro Goes Lopes, Pedro Xavier Russo Bonetto

Autor
Rubens Antonio Gurgel Vieira, João Pedro Goes Lopes, Pedro Xavier Russo Bonetto
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
11 / 3
Ano
2025
DOI
10.48075/rd.v11i3.36147
Páginas
288-308
Idioma
pt
2025Rubens Antonio Gurgel Vieira, João Pedro Goes Lopes, Pedro Xavier Russo Bonetto. Educar com o cinema, pensar com Deleuze: uma pedagogia do inacabado. Revista DIAPHONÍA, v. 11, n. 3, p. 288-308, 2025.4

Este artigo celebra os 100 anos de Gilles Deleuze ao propor uma cartografia cinematográfica que articula o pensamento deleuziano com a educação, entendendo o cinema como dispositivo filosófico-educativo. Analisamos filmes como Cidade de Deus, Pulp Fiction, Clube da Luta, Akira, O Labirinto do Fauno e Cidade dos Sonhos como máquinas de pensamento que ativam conceitos centrais da filosofia da diferença — tempo puro, montagem rizomática, corpo sem órgãos e devir — e produzem experiências estéticas que rompem com a linearidade e a identidade. Defendemos que a educação menor deve operar como prática desterritorializante, fragmentando e intensificando subjetividades, rompendo com modelos hierárquicos e tradicionais. Assim, o cinema é entendido não só como recurso, mas como vetor de invenção, tornando-se uma força criativa para o processo de aprender e ensinar.