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Elementos do republicanismo em Hegel e Marx

Jean Gabriel Castro da Costa

Autor
Jean Gabriel Castro da Costa
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 13
Ano
2008
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i13p67-92
Páginas
67-92
Idioma
pt
2008Jean Gabriel Castro da Costa. Elementos do republicanismo em Hegel e Marx. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 13, p. 67-92, 2008.2

O republicanismo viveu um renascimento no séc. XVIII, no movimento de negação do absolutismo. A imagem da Polis clássica foi mobilizada pelos revolucionários franceses contra o despotismo e a corrupção do Antigo Regime. Após a queda dos jacobinos, tem início entre os entusiastas da revolução uma reflexão sobre os motivos do fracasso da revolução em realizar a república democrática. Hegel faz uma reflexão sobre o anacronismo jacobino de tentar instaurar a república antiga nas condições modernas, mas não se contenta com as soluções liberais e mobiliza a tradição republicana na sua crítica às insuficiências das teorias contratualistas. Para o jovem Marx, Hegel, em sua Filosofia do Direito, não realiza seu projeto de Estado ético (republicano). Marx critica a solução hegeliana, mas permanece fiel ao projeto que relaciona república e reconciliação. Este projeto exigiria a crítica teórica e prática das bases materiais que impediriam a reconciliação real que realizaria o Estado ético. Nessa reconstrução, a realização da república democrática é deslocada para o campo do comunismo.