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Empathy moments

Nathalie Barbosa De La Cadena

Autor
Nathalie Barbosa De La Cadena
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
48
Ano
2025
DOI
10.1590/0101-3173.2025.v48.n2.e025037
Páginas
e025037
Idioma
en
2025Nathalie Barbosa De La Cadena. Empathy moments. Trans/Form/Ação, v. 48, p. e025037, 2025.3

Neste artigo, analisa-se o ato de consciência empatia, como proposto por Husserl, em Ideias II. Aplicando a redução fenomenológica de Husserl, evidenciam-se três momentos que constituem a empatia: primeiro, reconhecer o outro Ego; segundo, abrir-se para o outro Ego; terceiro, sentir com o outro Ego. Investigam-se essas universalidades eidéticas [Wesenallgemeinheiten] dentro dos limites da intuição pura (HUA III, 146). Reconhecer o outro Ego é um ato involuntário que acontece na consciência, quando se está diante de um ser humano. Abrir-se para o outro Ego é um ato espiritual derivado da liberdade. Pode-se decidir abrir-se ou não. Se não, a empatia é interrompida, não completa, e se pode reagir afetuosamente ou aflitivamente, ou se pode julgar precipitadamente e decidir deixar de fora ou agir. Se se abre para o outro Ego, pode-se reagir afetuosamente ou aflitivamente sem muita informação. Outra possibilidade é compreender, refletir, julgar, concordar ou discordar, e decidir distanciar-se ou agir de forma compassiva ou conflituosa. Nesse sentido, empatia não implica concordar ou agir compassivamente. Em suma, apresenta-se um mapa mental desse raciocínio e se conclui apontando a necessidade de desenvolver empatia e a importância de ter tempo para empatizar adequadamente.