Empirismo: A destruição da experiêcia (Implicações da concepção empirista de experiência em psicologia).
BETTY MALIN
- Autor
- BETTY MALIN
- Orientador(a)
- AQUILES CORTES GUIMARAES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2010
Estudo crítico da concepção de experiência haurida das filosofias de John Locke e David Hume, e de seu desdobramento no positivismo de Auguste Comte, tendo em vista o exame de sua influência naquilo que se consagrou chamar de experiência, a partir daí, no pensamento ocidental, e que consubstancia inúmeras teorias psicológicas que operam acriticamente com tal concepção, sem se dar conta de suas implicações céticas e negadoras do indivíduo enquanto pólo vivencial dessa mesma experiência. O estudo pretende apontar aspectos fundamentais da experiência negados tanto pelo chamado empirismo inglês, como também, e com mais fortes razões, pelo positivismo. Para isso adotou-se como referencial a fenomenologia de Edmund Husserl, para a qual o aspecto fundante da experiência não pode ser negado, assim como não se pode partir para a tentativa de conceituar a experiência tendo em vista pressupostos naturalistas e dualistas. O trabalho aborda o próprio desenvolvimento da concepção empirista de experiência no pensamento dos autores empiristas mencionados, assim como de que maneira Husserl lida com o tema, já em um contexto eminentemente descritivo, corrigindo, de certa maneira, o que se sugere terem sido os desvios do pensamento de Locke e Hume, em função de suas perspectivas elementaristas e associacionistas, fortemente ancoradas nos pressupostos naturalistas e dualistas acima mencionados. Ao final há um breve comentário sobre a questão da experiência em Psicologia e sobre a importância de sua conceituação para a delimitação do objeto de estudo desta ciência.
