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Empirismo construtivo e a distinção entre entidades observáveis e inobserváveis

Base Filosófica

Revista
Cadernos de História e Filosofia da Ciência
Edição
1 / 1
Ano
2017
Idioma
pt
2017Base Filosófica. Empirismo construtivo e a distinção entre entidades observáveis e inobserváveis. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, v. 1, n. 1, 2017.1

A distinção entre entidades observáveis e inobserváveis cumpre um papel central no empirismo construtivo de van Fraassen, bem como no debate sobre o realismo científico como caracterizado por esse autor. Neste trabalho, apresentamos uma revisão parcial da literatura sobre o tratamento dado por van Fraassen a essa distinção, ou seja, sobre suas considerações acerca dos limites da observabilidade. Nossa revisão tem como foco as objeções a tal tratamento levantadas, em particular, por: Friedman (1982) e Kukla (1996); Foss (1984) e Creath (1985); Churchland (1985); Hacking (1983, 1985); Musgrave (1985); e Vollmer (2000). Várias contraobjeções também são revisadas. Procedemos por meio, sobretudo, de reconstituições semiformais. A revisão é algo opinada. Sugerimos que, dentre as objeções aqui consideradas, aquelas de Hacking e Musgrave colocam dificuldades maiores ao tratamento dado por van Fraassen; e que, no entanto, o empirismo construtivo não é decisivamente atingido por elas (embora não seja intuito deste trabalho defender tal abordagem). Palavras-chave: van Fraassen, empirismo construtivo, observabilidade, observável versus inobservável, realismo científico versus antirrealismo.