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Enativismo e conhecimento prático

Rodrigo Benevides Barbosa Gomes

Autor
Rodrigo Benevides Barbosa Gomes
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
19 / 3
Ano
2019
DOI
10.31977/grirfi.v19i3.1296
Páginas
12-22
Idioma
pt
2019Rodrigo Benevides Barbosa Gomes. Enativismo e conhecimento prático. Griot : Revista de Filosofia, v. 19, n. 3, p. 12-22, 2019.2

Em Ser e Tempo (1927), Heidegger argumenta que o conhecimento primordial do Dasein se dá no manuseio de entes mundanos. Merleau-Ponty, por sua vez, descreve na Fenomenologia da Percepção (1945) que o conhecimento é, antes de tudo, uma intencionalidade corporal intraduzível em termos proposicionais. Mais tarde, em What Computers Can’t Do (1972), Hubert Dreyfus usa a obra de ambos para apontar os equívocos do paradigma cognitivista, isto é, a abordagem dominante do então nascente campo da inteligência artificial. Finalmente, em The Embodied Mind: Cognitive Science and Human Experience (1991), a noção de enativismo - elaborada por Francisco Varela, Evan Thompson e Eleanor Rosch - surge como uma tentativa de tomar do cognitivismo e do conexionismo a hegemonia nas ciências cognitivas. Dito isso, o objetivo do artigo consiste em descrever o enativismo e apontar sua herança fenomenológica.