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ENSAIO SOBRE UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DE ATENDENTES NA REDE PODE FALAR

Daniela Reis e Silva, Eduardo Coelho Ceotto, Julia Rangel Coutinho, Welligton Ribeiro Queiroz Júnior

Autor
Daniela Reis e Silva, Eduardo Coelho Ceotto, Julia Rangel Coutinho, Welligton Ribeiro Queiroz Júnior
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 01
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n01ID38261
Páginas
SM03
Idioma
pt
2025Daniela Reis e Silva, Eduardo Coelho Ceotto, Julia Rangel Coutinho, Welligton Ribeiro Queiroz Júnior. ENSAIO SOBRE UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DE ATENDENTES NA REDE PODE FALAR. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 01, p. SM03, 2025.4

A Rede Pode Falar é um canal de escuta acolhedora destinado ao apoio emocional para adolescentes e jovens. Este ensaio explora desafios e reflexões sobre atendimento mediado por tecnologia, formação do atendente e papel da supervisão a partir da experiência de uma das unidades da rede, pela lente da Psicologia. Apresentando o modelo do Pode Falar e a utilização da escuta escrita como ferramenta de acolhimento, discute a formação continuada dos atendentes e o papel da supervisão para desenvolver habilidades empáticas, desenvolver autonomia e estimular postura colaborativa. Além das atividades formativas da rede, nas atividades semanais os supervisores desenvolveram trilhas complementares de conhecimento com conteúdos que abordam os complexos temas trazidos pelos usuários, ao mesmo tempo que entrelaçam teoria e prática. O artigo apresenta as questões éticas e dilemas enfrentados na prática cotidiana que revela as vulnerabilidades do público-alvo e, ao fazer reflexão crítica sobre as práticas da rede, oferece uma contribuição significativa tanto para teorias educacionais quanto para a melhoria das práticas, garantindo atendimento de qualidade, fundamentado nas necessidades dos usuários. Também são realizados monitoramento contínuo dos atendimentos e suporte emocional aos atendentes, colaborando para o aprimoramento do papel dos supervisores. A rede é apresentada como um modelo para práticas de saúde mental e requer futuras pesquisas sobre seu impacto no bem-estar dos envolvidos para o desenvolvimento de melhores práticas de acolhimento.