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Ensaios sobre o problema antinômico na filosofia kantiana

PAULO ROBERTO LICHT DOS SANTOS

Tese
Autor
PAULO ROBERTO LICHT DOS SANTOS
Orientador(a)
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2004
2004PAULO ROBERTO LICHT DOS SANTOS. Ensaios sobre o problema antinômico na filosofia kantiana. 2004. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI.2

Kant assinala de diversos modos o importante papel da antinomia na formação da filosofia crítica: a contradição da razão consigo mesma, tendo-o despertado do sono dogmático, seria o impulso que teria dado outro rumo a suas reflexões filosóficas; seria o início da própria filosofia crítica, ao pôr sob suspeita a legitimidade da metafísica e ao impor a necessidade de uma crítica à razão pela própria razão; ou seria, enfim, o princípio conceptual do criticismo, o eixo em torno do qual se articulariam a doutrina do idealismo transcendental e a doutrina da liberdade como fato da razão. O que se pergunta é se a própria antinomia, longe de ser o começo ou princípio fundamental do criticismo, não teria uma história ou uma origem. Mantendo esse questão apenas no horizonte e não exibindo nenhuma pretensão sistemática ao investigá-la, tentamos encontrar, em alguns momentos da filosofia kantiana, certas linhas que tornam possível o surgimento da antinomia como problema da razão. Em um ensaio sobre as Forças Vivas, consideramos que essa obra delineia um método de argumentação que propõe o confronto de opiniões como condição preliminar para a descoberta da verdade. No segundo ensaio, perguntamos se não haveria na Dissertação uma derivação da cosmologia a partir de leis do intellectus, e se essa """"dedução metafísica"""" teria alguma ressonância no corte entre conhecimento sensível e conhecimento intelectual. Enfim, situando-se no solo da própria Crítica, tentamos ver como a Dialética Transcendental pode articular duas injunções: a sistematização das idéias transcendentais como conceitos necessários da razão e a tematização de uma ilusão inevitável que também se enraíza nas leis da razão, a ilusão transcendental.