- Autor
- Gonzalo Armijos Palácios
- Revista
- Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE)
- Edição
- 2003 / 1
- Ano
- 2011
- DOI
- 10.26512/resafe.v0i1.3797
- Idioma
- pt
Gostaria de discutir algumas idéias de um filósofo brasileiro que muito admiro e sobre quem já escrevi anteriormente. Trata-se de Oswaldo Porchat Pereira, professor do Departamento de Filosofia da USP e criador do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Unicamp. Recebi de um estudante de pós-graduação em Sociologia Política da UFSC a cópia de uma conferência que Oswaldo Porchat ministrara em maio de 1998 sob o título “Discurso aos estudantes de Filosofia da USP sobre a pesquisa em Filosofia”. Leva um subtítulo instigador: “Gênero: provocatio.” A conferência fazia parte do II Encontro de Pesquisa na Graduação em Filosofia. Diz o professor Porchat: “E a pergunta imediatamente nos acode: pesquisa em Filosofia ou pesquisa em História da Filosofia?” (Grifos do autor) A questão de fundo está posta, mesmo que implicitamente: queremos formar filósofos ou historiadores da filosofia? E isto nos leva a outra questão: como formar filósofos e como formar historiadores da filosofia?
