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ENTRE BERGSON E ESPINOSA: ETERNIDADE OU DURAÇÃO

MARINÊ DE SOUZA PEREIRA

Tese
Autor
MARINÊ DE SOUZA PEREIRA
Orientador(a)
MARILENA DE SOUZA CHAUI
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2011
2011MARINÊ DE SOUZA PEREIRA. ENTRE BERGSON E ESPINOSA: ETERNIDADE OU DURAÇÃO. 2011. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): MARILENA DE SOUZA CHAUI.2

Ao afirmar que a sua filosofia “vê na duração o próprio tecido de que a realidade é feita”, no último capítulo de A evolução criadora, Bergson explicita o seu projeto de construção de uma nova metafísica. Sabemos que a originalidade de sua empreitada está fundamentalmente nessa .exigência da apreensão do tempo, sua transitoriedade e fluidez, como aquilo de que a realidade é feita. Trata-se de declarar a realidade temporal como definição da própria existência do mundo e da experiência humana – sem a duração, não se pode falar em causalidade efetiva ou livre escolha. Sendo assim, a exigência de uma metafísica da duração se colocaria de imediato em contraposição não a uma filosofia somente, mas à história da filosófica como um todo, cuja crítica é essencial para a construção e consolidação do pensamento bergsoniano. Contudo, pensamos que, na tradição filosófica, destaca-se um autor com quem Bergson dialogou intensamente, declaradamente ou não, e que pouco esteve presente nos trabalhos dos estudiosos do seu pensamento: Espinosa. Pretendemos reconstituir esse diálogo a partir de um campo de comunicação que possibilite revelar seus pontos de entrecruzamento, confrontação e encontro. Talvez assim, o desencontro maior - entre uma filosofia da duração e, outra, ‘da eternidade’- mostre-se, ao fim e ao cabo, apenas aparente.