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ENTRE DEUSES E BESTAS: HEIDEGGER, SLOTERDIJK E OS PARADOXOS DO HUMANISMO

Maurício Fernando Pitta

Autor
Maurício Fernando Pitta
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
11 / 27
Ano
2018
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v11i27.6861
Idioma
pt
2018Maurício Fernando Pitta. ENTRE DEUSES E BESTAS: HEIDEGGER, SLOTERDIJK E OS PARADOXOS DO HUMANISMO. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 11, n. 27, 2018.1

Com passar do século XX, o conceito de humanismo perdeu forças em virtude das diversas calamidades que evidenciaram seus paradoxos. Diante disso, um ano após o fim da Segunda Guerra Mundial, Martin Heidegger respondeu uma carta do teórico Jean Beaufret a respeito da necessidade de se manter ou não o termo “humanismo”. Em 1999, Peter Sloterdijk pronunciou uma conferência que consistia em uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo. Ambos se amparam nos paradoxos que subjazem o conceito, mas suas teses tem implicações diversas. Considerando tal divergência, este artigo tem por objetivo articular as duas respostas, inserindo-as em seus contextos e evidenciando em que pontos elas se confrontam e quais posturas elas implicam. Para isso, nos é necessário primeiro a colocação do texto de Heidegger em seu contexto e, posteriormente, a abordagem da conferência de Sloterdijk, parte em que se evidenciará o aporte crítico desse último frente a algumas das principais teses heideggerianas, como a recusa à noção de pastoreio e a necessidade de se abordar o problema ontológico do humano a partir da perspectiva antropológica da domesticação do homem pelo homem.