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Entre o desejo e a virtude: Eros, prazer e enkráteia no Sócrates de Xenofonte

Estevão Pereira de Sousa

Autor
Estevão Pereira de Sousa
Revista
Revista Enunciação
Edição
11 / 1
Ano
2026
DOI
10.61378/3g6nz758
Páginas
96-125
Idioma
pt-BR
2026Estevão Pereira de Sousa. Entre o desejo e a virtude: Eros, prazer e enkráteia no Sócrates de Xenofonte. Revista Enunciação, v. 11, n. 1, p. 96-125, 2026.4

Este artigo tem por objetivo refletir sobre o tratamento dos desejos humanos exposto por Xenofonte em suas obras socráticas. Descritos como apetites do corpo, os desejos são tratados pelo Sócrates de Xenofonte não apenas em termos morais, mas, também, como forças ativas que, quando aprimoradas pelo filtro da enkráteia (autodomínio), moldam a formação intelectual e as relações interpessoais, especialmente as de caráter afetivo, sexual e cívico. Assim, este trabalho perseguirá três objetivos: 1) apresentar a maneira como o Sócrates de Xenofonte compreende a dinâmica entre desejo e prazer; 2) apresentar a principal tese socrática das Memoráveis: a relação conceitual estabelecida entre a enkráteia (autodomínio) e a felicidade do agente moral e, 3) refletir sobre as relações masculinas (sexuais e afetivas), sua importância e sua centralidade para a compreensão da amizade dentro da perspectiva socrática apresentada por Xenofonte.